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12 março 2010

Singles # 20 - Happy Mondays – “Step On” (1990 Factory)

Para muitos, 1990 foi o ano em que o movimento “Madchester” explodiu. Para os Happy Mondays, o ano anterior tinha sido concluindo com o culturalmente afirmativo “Madchester Rave On EP” e uma subsequente aparição no “Top of the Pops” com os The Stone Roses, tornou a cidade vendável.
Três meses depois os HM foram convidados a escolher uma canção do catálogo da sua representante nos Estados Unidos – Elektra – para um disco comemorativo dos 40 anos da editora. A escolha acabaria por recair sobre o obscuro artista sul africano John Kongos. O titulo original – “He’s Gonna Step On You Again” - foi encurtado, e com a produção a cargo de Paul Oakenfold, rapidamente gravado.
A banda gostou tanto do resultado que editou-a como “single”, chegando ao número cinco do Top Britânico em Abril, e muitos dos presentes concordam que este será provavelmente o momento mais definitivo dos HM.
1990 seria ainda o ano fundamental para a banda de Shaun Ryder, quer em termos de sucesso monetário quer dos absolutos excessos farmacêuticos.
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Happy Mondays - Step On

08 abril 2008

Classic # 14 - The Stone Roses – “The Stone Roses” (1989 Silvertone)

“Sgt. Pepper…”, “Dark Side of The Moon” “Never Mind the Bollocks”, cada geração tem os seus álbuns de culto, que muitas vezes determinam modas e comportamentos. Para quem tinha entre 15 e 25 anos em 1989, “The Stone Roses” foi um deles.
Curiosamente e ao contrário, dos referidos discos, no inicio teve pouca ressonância cultural, politica e comercial. Apareceu do nada, indiferente, e foi através da sua divulgação pela rádio, que vincou a sua magnifica mistura de “indie-pop” e psicadelismo que grupos como os Primal Scream já andavam a tentar produzir sem sucesso.
O disco não é particularmente revolucionário, só que continha um inesperado conjunto de superlativas canções “pop”, brilhantemente tocadas por quatro desinteressantes rapazes oriundos de Manchester.
Sempre que regresso a este disco é admirável como quer as canções, a performance e a produção (cortesia do veterano John Leckie), resistiram ao passar dos anos. E que a atmosfera de mistério e melancolia inicial ainda permanece sem diminuição.
Desde os primeiros acordes de “I Wanna Be Adored”, onde o crescente baixo de Mani, é adicionado ao brilhante, extremamente retardado e descendente “riff” de John Squire, existe uma sensação totalmente do outro mundo.
No “riff” circular de “Waterfall” – e no seu reflexo retrógrado “Dont’ Stop” – o convite para desligarmos a mente e relaxar, é descaradamente reminiscente dos Beatles. A “pop” firmemente “ferida” de “She Bangs The Drums”, “Made Of Stone” e “(Song For My) Sugar Spun Sister” relembra a “pop” psicadélico dos Byrds.
Ian Brown não é um grande cantor, mas a sua ansiosa e melancólica voz tem um efeito monotonamente volátil. A guitarra de John Squire é inspiradora e sincopada, e cria a alquimia perfeita com a leve e fluida bateria de Reni, e o ágil e vivo baixo de Mani. É uma terapia musical que culmina no extenso e sibilante “I Am the Resurrection” – o tema que encerra o disco e completa o consciencioso ciclo iniciado em “I Wanna Be Adored”.
“The Stone Roses” deu o tom para a música rock dos anos 90.