
A música aqui presente encontra-se na forma mais elaborada, mas fluida e natural, descarada no efeito desejado – uma massiva reacção emocional. Tal como muitos dos anteriores discos, contém uma simplicidade do princípio ao fim que pode-nos abstrair do seu encanto. Temos de insistir gradualmente, pois neste disco, está presente uma urgência que já não ouvíamos à muito nos Stereolab, tudo parece inteligentemente compacto e agrupado magnificamente como num organismo vivo. O regresso de Sean O’Hagan (High Llamas) é uma mais valia pelos seus dominantes e delicadamente cuidados arranjos presentes em todo o disco.
Destacam-se o requintado “pop”, aqui presente no mais puro dos encantos e esplendor em “The Ecstatic Static”, “Valley Hi!” e “Self Portrait With Electric Brain”, a circulatória energia e intrigante melodia de “Neon Beanbag”, a furtivamente “sexy” linha sonora e os arranjos de sopros de “One Note Symphony”, ou o agitante e incandescente baixo de “Three Women”.
Muitos poderão ouvir “Chemical Chords” e afirmar que ainda soa aos velhos Stereolab, mas como uns Sonic Youth, as pequenas mutações vão existindo, no entanto mantêm-se sempre fieis ao seu projecto sonoro
Não será tão épico como eles já provaram ser capazes, mas é extremamente satisfatório, e após algumas audições ficará alojado no nosso cérebro.
Stereolab - Three Women
4 comentários:
Depois de Robert Forster, The Fall, Wire, e Spiritualized, é a vez dos Stereolab: 2008 é, decididamente, um bom ano para os veteranos.
Abraço!
Voltaram a acertar...não eh fantástico mas não desilude nem um pc...
Grande disco.
Sou um fã atento, e este foi dos que me captou mais a atenção depois do Imperador Ketchup de Tomate.
Enviar um comentário