
Reza a história que o grupo tocava tão forte e alto, que inadvertidamente chegaram a causar a morte prematura de um cão, que se extraviou para o palco numa altura em que eles estavam a improvisar.
No seu disco de estreia “Vincebus Eruptum”, descobriram que os amplificadores podiam atingir o volume máximo, e deram-nos seis temas recheados de “feedback” e mau génio. Começando no deformado e explosivo “Summertime Blues”, passando pelo preguiçoso e delirante “Rock Me Baby”, pela massiva e confusa distorção de “Doctor Please”, pelo fantástico “Out Of Focus” que é precisamente isso, pela erupção da psicótica “Parchment Farm”, até chegarmos ao verdadeiro abuso da guitarra e do amplificador de “Second Time Around”.
Rosnando violentamente na face da inocência “hippie”, “Vincebus Eruptum” não impressionou a geração Woodstock com o seu ataque sónico, mas rapidamente se tornou num hino para os Hell’s Angels.
Apesar da abordagem caótica o tornar menos directo que os primeiros trabalhos dos Black Sabbath ou The Stooges - as suas referencia mais próximas - anos mais tarde iria adequadamente inspirar uma nova geração de contundentes bandas “garage” e numerosos trios de “noise” japoneses, como os High Rise e os Musica Transonic de Asahito Nanjo, que ao longo dos anos lhes iriam prestar uma mutante homenagem.
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