
“ISMS” reúne temas editados anteriormente apenas na Bélgica e compilados por Mike Patton para a sua editora. E que bem que aqui encaixa, pois esta recheado de estridências e das repentinas mudanças musicais que Patton tanto gosta.
Esta “big-band” belga liderada pelo clarinetista Peter Vermeersch, estendeu as suas fronteiras musicais utilizando o formato”Big Band” como instrumento, e criou uma música que podemos realmente apelidar de “avant-garde”.
As influências são inúmeras e oriundas de diversos locais, e aludem a um Frank Zappa dos anos 80, como ao “free-jazz” cósmico de Sun Ra, ao “jazz” polifónico de New Orleans como à musica “folk” setentrional, e as bandas sonoras dos “film noir”, mas tudo levado até aos limites da cacofonia. Através de loucas explosões sonoras onde os elementos da banda se gladiam para estilhaçar as fronteiras do “rock” e “jazz”, surgem combinações que não deveriam resultar, mas que funcionam extremamente bem, como evidenciado, por exemplo, nas extraordinárias “O.P.E.NE.R.”, “Funeral & Binche” ou “(Little) King Ink”.
Um disco que precisa de ser explorado, pois cada nova audição revela algo verdadeiramente novo.
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