
Eles praticam as suas autónomas crenças através de canções que colocam em primeiro plano todas as parcelas constituintes.
Aqui Steve Albini coreografa o caos de “Starters-Alternators” permitindo que o ruído não degenere em incoerência. Porque é um princípio e uma forma de orgulho para os The Ex desnaturar as vozes e desafinar os seus instrumentos, de forma que nenhum som brilhe ou seja ofuscada pelos outros. No mesmo espírito, as canções normalmente renunciam a lógica - versos, refrão, versos - por palavras lançadas de uma forma impetuosa e deturpada.
Estamos na presença de um som verdadeiramente glorioso quando se atinge o momento em todos os membros da banda colidem as suas ruidosas trajectórias de guitarras e percussão, e arremessam uma energia de cada um. Durante esses momentos culminantes eles conseguem ser tão excitantes como o foram os Sonic Youth nos anos 80.
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